A dor de vomitar verdades num rompante é imensa.
É como se tivesse
tirado um peso de todo seu corpo. Mas não qualquer peso. Tiraram sua pele, sua
carne.
Você fica em carne viva e latejando, sentindo a ardência das
verdades ditas, das magoas criadas e das mentiras proferidas a você como um
tapa.
Você sabia que aquilo era mentira, você sabia que aquelas
culpas não eram suas, você sabia que não deveria estar ali.
Então você arranca
isso de você e devolve para quem te deu e junto vai metade do seu corpo e da
sua paz.
Talvez ninguém mereça verdades tão tuas, tão nuas, mas você
estava sufocando e não havia mais o que fazer. Você já tinha pintado elas de
outras cores, escondido em outros cômodos, embrulhado-as em papeis bonitos, mas
elas sempre estiveram ali, fazendo questão de te lembrar coisas ruins.
Agora tudo foi dito. E você, sensível, precisando de um carinho que te cure a alma e regenere sua
fé. Fé de que é possível se doar, sentir, sonhar sem perder parte de si.
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